48h nos passos de Marilyn Monroe em Palm Springs
Há cidades que se visitam e cidades que se habita, ainda que por apenas um fim de semana. Palm Springs pertence à segunda categoria. Encravada no deserto da Califórnia, protegida por montanhas de tom rosado que mudam de cor a cada hora, a cidade foi por muito tempo o refúgio discreto de Hollywood. E entre todos os nomes que a elegeram como santuário, nenhum brilha tanto na memória quanto Marilyn Monroe.
Onde tudo começou
Antes de ser ícone, Marilyn era Norma Jeane, e foi em Palm Springs que ela encontrou algo raro: anonimato com elegância. A estrela se hospedava em pequenos hotéis de arquitetura mid-century, tomava sol longe dos holofotes e frequentava os mesmos bares que os magnatas do cinema. Hoje, uma estátua de sete metros da atriz, a eterna Marilyn com a saia esvoaçante de O Pecado Mora ao Lado, recebe os visitantes no centro da cidade, como uma anfitriã que nunca partiu.
Comece o primeiro dia pelo Uptown Design District, onde galerias e lojas de design ocupam casinhas de 1950 restauradas com rigor. É o coração estético da cidade, o legado de uma época em que o deserto virou tela para os arquitetos mais ousados da América.
Um dia à altura da estrela
No sábado, reserve a manhã para o Palm Springs Aerial Tramway, que sobe quase três mil metros em dez minutos e entrega uma vista que justifica qualquer despertar cedo. No retorno, almoce em um dos restaurantes com pátio sombreado por palmeiras, onde o menu celebra o melhor da cozinha californiana: ingredientes locais, vinhos do vale vizinho e aquele ritmo de refeição que não se apressa.
A tarde pede uma passagem pela Parker Palm Springs ou pelo Colony Palms, hotéis que preservam o espírito privado e levemente decadente da era de ouro. À noite, quando o deserto esfria e as luzes das piscinas acendem, a cidade revela seu lado mais cinematográfico. É o momento de vestir algo à altura da ocasião. Para uma noite assim, um colar fininho de ouro equilibra o look com a mesma discrição que Marilyn sabia usar quando queria passar despercebida.
Domigo de despedida, ritmo de deserto
O último dia deve começar devagar. Café da manhã servido no terraço, o sol ainda suave sobre as montanhas e a sensação de que o tempo corre em outra velocidade ali. Depois, visite o Palm Springs Art Museum, cuja coleção de arte moderna dialoga perfeitamente com a arquitetura da cidade, ou perca-se nas boutiques vintage que guardam peças autênticas das décadas em que Palm Springs era o melhor segredo de Hollywood.
Antes de partir, uma última volta a pé pelo bairro de Tennis Club, onde casinhas de linhas puras e jardins impecáveis contam, em silêncio, a história de uma cidade que aprendeu a ser luxuosa sem fazer barulho. É essa a lição que Palm Springs oferece, e que Marilyn compreendeu antes de todos: o verdadeiro glamour não precisa de plateia.
Quarenta e oito horas são suficientes para entender por que a estrela voltava sempre. E suficientes, também, para que o visitante comece a planejar o retorno antes mesmo de ir embora.
Qual a melhor época do ano para visitar Palm Springs?
Os meses de primavera e outono oferecem o clima ideal, com dias quentes e noites agradáveis. O verão é intenso, com temperaturas muito altas, embora os hotéis ofereçam tarifas mais generosas e piscinas impecáveis.
É possível conhecer os locais frequentados por Marilyn Monroe?
Sim. Além da estátua no centro da cidade, tours de arquitetura e história de Hollywood passam pelos hotéis e endereços ligados à era de ouro, incluindo os pontos favoritos da atriz.
Quantos dias são necessários para conhecer a cidade?
Um fim de semana bem planejado cobre o essencial: o distrito de design, os hotéis históricos, o teleférico e os restaurantes mais memoráveis. Quem deseja explorar o vale vizinho pode estender a estadia por mais um ou dois dias.
Fonte: Vogue Viagem
Reproducao/Vogue Viagem


